Olá pessoal!
Vou contar um pouco da minha história pra vocês.
Sou casada com o Carlos e no dia 25/06/2015, ganhamos o nosso maior, melhor e mais precioso presente, a Martina. Ela nasceu com 3,240kg e 49cm, super saudável, mamando bem já na primeira hora de vida.
Tudo ia muito bem, ela só no peito, eu me recuperando da cesariana (sim!, foi cesariana, escolhi isso pra mim), curtindo minha licença maternidade com nossa filhinho.
No dia 09/12/15, pela manhã, acordei e como de costume, fui trocar a fralda da Martina, e para minha surpresa, o que encontro na fralda era um grande muco sangrento! Me assustei, chamei meu marido e decidimos "monitorar" ela. Lá pelas 14:00, fui trocar novamente e mais uma vez, a fralda do mesmo jeito, então, entramos em contato com o pediatra dela, que nos orientou a ir para o pronto socorro da Unimed, pois lá estaria um pediatra que era cirurgião também. Gelei!
Fomos até lá, e durante a consulta o médico nos solicitou que enviassemos fotos de todas as fraldas dela, e para sabermos se era sangue, teriamos que jogar água oxigenada, se fermentasse, era! E assim fizemos...
Porém, o pediatra, já com suspeita de alergia alimentar, foi bem curto e direto, só com minha descrição e pela foto, me disse: "- Milene, é alergia a proteína do leite de vaca! Corte da sua dieta: leite e derivados, ovos, amendoim, soja e todos os tipos de frutos do mar."
Nesse momento, abriu-se um buraco na minha frente, não queria acreditar que minha bebê, de apenas 5 meses, que só mamava no peito, tinha alguma coisa. Então começou meu processo de negação...
Em nossa consulta de rotina, o pediatra nos orientou a procurarmos uma gastro infantil para ter o diagnóstico mais preciso, e como era final de ano, só conseguimos para meados de janeiro. Com a incerteza da alergia, eu "cuidava" com o que comia, mas não restringi totalmente. Mas, cada troca de fralda eu me sentia culpada por estar causando esse desconforto em minha bebê.
Na consulta com a gastro, foi feito uma biopsia, e o resultado sairia em 15 dias, mas ela reforçou a necessidade da restrição alimentar pra mim, por estar amamentando. Passando os 15 dias, o diagnóstico estava confirmando, era mesmo alergia a proteína do leite de vaca, e a dieta deveria ser altamente restrita, nem traços dos alimentos citados eu poderia ingerir. Foi aí que começou a me bater o desespero, "o que comer?" era o que eu me perguntava. E a gastro respondeu: "-Você irá comer: arroz, feijão, carne, verduras e frutas. E tudo feito em casa, para não haver risco de contaminação, e só assim terás certeza que não há nada daquilo que você não pode comer".
Fiquei arrasada, mas sabia que era por uma boa causa, afinal, ou eu faria a dieta, ou gastaria horrores em uma lata de leite artificial que não ajudaria a minha filha a criar tolerância à proteína novamente. Pois, segundo a gastro, se eu continuasse amamentando, as chances de ela se curar mais rápido eram maiores do que eu desmamando e introduzindo leite com proteína hidrolisada.
Então, mais desesperada fui pra casa, e junto com meu marido, começamos a buscar informações para sair da agonia e convivermos com nossa nova condição de vida.
E isso, é assunto para um próximo post...
;)