terça-feira, 21 de junho de 2016

Bolo de Coco


(sem leite, sem ovo, sem soja)

Ingredientes:
2 xícaras de trigo
1 xícara de açúcar
1 colher de chá de fermento para bolo
1 colher de café rasa de sal
1/2 xícara de óleo de girassol
1 xícara de leite de coco

Preparo:
Misture os ingredientes secos e depois os líquidos até ficar uma massa homogênea.
Unte uma forma e enfarinhe. Asse por + ou - 30 min em forno pré-aquecido a 180º.
Após assado, umedeça o bolo com leite de coco diluído em um pouco de água e salpique coco ralado. 

Bom apetite!

Bolo de Chocolate



Ingredientes:
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de trigo
1 xícara de água morna
1 xícara de óleo (eu uso girassol)
2 xícaras de chocolate em pó (Nestlé 2 Frades)
1 colher de sopa de fermento

Preparo:
Misture todos os ingredientes secos e em seguida os líquidos. Misture até formar uma massa homogênea. Coloque em uma assadeira untada e enfarinhada. Asse em forno pré-aquecido +ou- por 30min a 180º.

Caso queira uma cobertura:
Misture em uma panela e leve ao fogo até dar o ponto de brigadeiro mole:
3 colheres de sopa de chocolate em pó (Nestlé 2 frades)
1 colher de sopa de amido de milho
100 ml de água 

 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O Resultado...


Após 5 meses de restrição total, Martina com 10 meses e eu quase comendo os panfletos de pizzaria (eu queria muito comer uma pizza de queijo!), na nossa consulta de rotina com o pediatra, ele nos deu a requisição para fazer os exames e ver como estava a alergia dela. Lógico que fizemos o quanto antes. No final de semana do dia das mães, recebi meu melhor presente para esta data... o resultado dos exames.

Entrei em contato com o pediatra por WhatsApp (sim! ele nos responde prontamente pelo aplicativo). Lembro que o resultado ficou pronto em uma sexta-feira a noite e enviei uma mensagem solicitando se havia algum e-mail para enviar o resultado pra ele olhar. Ele me respondeu assim "-Manda fotos dos resultados pra mim." E foi o que fiz, fui pra frente da tela do computador e tirei fotos dos resultados e enviei. Em seguida veio o retorno "- Pelo resultado dos exames, ela está CURADA! (meus olhos brilharam e meu coração pulsou mais forte) comece a reintroduzir o leite e o ovo na sua dieta e monitore ela. Caso apareça alguma reação, volte a estaca zero e reinicie a dieta".

Tinha uma convicção muito forte de que ela estava totalmente curada, mas, começamos aos poucos (não, eu não devorei uma pizza inteira de quatro queijos, ainda!) e para a graça de Deus, até o momento, não tivemos nenhuma reação alérgica.

Chegou o dia da consulta de rotina e o pediatra da Martina olha pra mim e fala: "- Milene, parabéns! Você é uma das poucas mães que consegue levar a dieta tão a risca. Você deveria montar um site ou blog para ajudar outras mães com tudo o que você descobriu, com suas receitas, pois não é fácil encontrar na rede."

Com esse incentivo do pediatra e do marido, cá estou eu, mesmo com Martina curada, quero ajudar outras pessoas que assim como eu encontraram dificuldade para achar informações. Lógico, é muito mais fácil desmamar o bebê e dar o leite hidrolisado, mas com o custo de R$210,00 para uma lata de 400gr de Neocate, acho que é muito mais viável fazer a dieta da restrição, pois um bebê em média consome duas latas dessas por semana. E com a crise que estamos vivendo, fica mais difícil ainda de comprar...

A aceitação...

Após o nosso retorno da consulta e início das pesquisas sobre: como, onde, quando e os porques da alergia o desespero foi passando e acabamos descobrindo que não éramos os únicos a ter que aprender a conviver com essa situação. Encontrei outras mamães, próximas à mim que nem sabia que seus filhos tinham essa condição também.

Vou falar, não é fácil, mas temos que nos adaptar por nossos filhos. E foi o que começamos a fazer. Sim! Começamos, pois meu marido entro na dieta também, pois, não é nada legal você não poder comer chocolate e ver alguém comendo na sua frente. Com isso, acabamos ficando mais em casa, quase não saímos, para ter certeza de que tudo que eu ingerisse não tivesse sido "contaminado" com leite.

Começamos a fazer pesquisas na internet, entrar em contato com sac's de empresas pra saber da fabricação e então me dei conta de como é complicado viver com alergia onde as empresas não estão preocupadas com seus consumidores. Mas, graças à um grupo de mães de alérgicos essa realidade começou a mudar, e a partir do mês que vem, TODAS as empresas alimentícias terão que deixar as informações bem claras para o consumidor, correndo o risco de serem multadas, caso isso não ocorra. Confesso que me ajudou muito ter curtido a página delas no facebook (vou deixar os acessos aqui embaixo)

Com o passar dos dias e com a dieta bem restrita, comecei a comer menos, sentir menos fome e consequentemente, emagrecer. Essa parte, emagrecer, é a parte boa, mas preferia não ter passado por isso. Ouvia pessoas dizendo: "-Santa alergia a da tua filha!" Só digo uma coisa: "- É mais fácil falar". Hoje eu entendo as pessoas que tem algum tipo de restrição, e não é nada fácil conviver com ela...

Foi então, que começamos a buscar receitas na internet, informações que nos ajudassem, e vamos combinar, é difícil achar algo pra fazer sem ter leite, ovo ou soja, ainda mais se não puder ter os três itens! Mas, não desistimos, começamos adaptar e testar receitas e tudo começou a melhorar, começamos a comer coisas diferentes, mas respeitando a condição.

Nos foi orientado a fazer compras na loja SOS Alergia, e lá encontramos muitos produtos veganos, livre de leite, ovo, soja, glutén... Confesso que comprei um queijo vegano, e não gostei, mas há que goste!

Então, a partir de buscas feitas atrás de receitas, e com a dificuldade de encontrá-las, resolvemos montar esse blog, para ajudar as mamães com filhos APLV (Alérgicos a Proteína do Leite de Vaca) a encontrar informações, receitas e outras "cositas mas"...



Ah, e o grupo das mamães que iniciaram estão aqui: 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O início


Olá pessoal!

Vou contar um pouco da minha história pra vocês.
Sou casada com o Carlos e no dia 25/06/2015, ganhamos o nosso maior, melhor e mais precioso presente, a Martina. Ela nasceu com 3,240kg e 49cm, super saudável, mamando bem já na primeira hora de vida. 

Tudo ia muito bem, ela só no peito, eu me recuperando da cesariana (sim!, foi cesariana, escolhi isso pra mim), curtindo minha licença maternidade com nossa filhinho.

No dia 09/12/15, pela manhã, acordei e como de costume, fui trocar a fralda da Martina, e para minha surpresa, o que encontro na fralda era um grande muco sangrento! Me assustei, chamei meu marido e decidimos "monitorar" ela. Lá pelas 14:00, fui trocar novamente e mais uma vez, a fralda do mesmo jeito, então, entramos em contato com o pediatra dela, que nos orientou a ir para o pronto socorro da Unimed, pois lá estaria um pediatra que era cirurgião também. Gelei!

Fomos até lá, e durante a consulta o médico nos solicitou que enviassemos fotos de todas as fraldas dela, e para sabermos se era sangue, teriamos que jogar água oxigenada, se fermentasse, era! E assim fizemos... 
Porém, o pediatra, já com suspeita de alergia alimentar, foi bem curto e direto, só com minha descrição e pela foto, me disse: "- Milene, é alergia a proteína do leite de vaca! Corte da sua dieta: leite e derivados, ovos, amendoim, soja e todos os tipos de frutos do mar."

Nesse momento, abriu-se um buraco na minha frente, não queria acreditar que minha bebê, de apenas 5 meses, que só mamava no peito, tinha alguma coisa. Então começou meu processo de negação...

Em nossa consulta de rotina, o pediatra nos orientou a procurarmos uma gastro infantil para ter o diagnóstico mais preciso, e como era final de ano, só conseguimos para meados de janeiro. Com a incerteza da alergia, eu "cuidava" com o que comia, mas não restringi totalmente. Mas, cada troca de fralda eu me sentia culpada por estar causando esse desconforto em minha bebê.

Na consulta com a gastro, foi feito uma biopsia, e o resultado sairia em 15 dias, mas ela reforçou a necessidade da restrição alimentar pra mim, por estar amamentando. Passando os 15 dias, o diagnóstico estava confirmando, era mesmo alergia a proteína do leite de vaca, e a dieta deveria ser altamente restrita, nem traços dos alimentos citados eu poderia ingerir. Foi aí que começou a me bater o desespero, "o que comer?" era o que eu me perguntava. E a gastro respondeu: "-Você irá comer: arroz, feijão, carne, verduras e frutas. E tudo feito em casa, para não haver risco de contaminação, e só assim terás certeza que não há nada daquilo que você não pode comer".

Fiquei arrasada, mas sabia que era por uma boa causa, afinal, ou eu faria a dieta, ou gastaria horrores em uma lata de leite artificial que não ajudaria a minha filha a criar tolerância à proteína novamente. Pois, segundo a gastro, se eu continuasse amamentando, as chances de ela se curar mais rápido eram maiores do que eu desmamando e introduzindo leite com proteína hidrolisada. 

Então, mais desesperada fui pra casa, e junto com meu marido, começamos a buscar informações para sair da agonia e convivermos com nossa nova condição de vida.









E isso, é assunto para um próximo post...

;)